Aquário


Por: Rodrigo

14 de Outubro de 2018

Você já pensou em montar um aquário em casa, mas desistiu porque acha que deve dar muito trabalho? Mantenha a calma, fique aqui e leia este artigo, porque no final você poderá tirar as suas próprias conclusões, além de poder contar com a ajuda exclusiva de um e-Book.

Objetivos do artigo:

  • Orientar sobre a importância do passo a passo logo ao comprar o aquário.
  • Orientar sobre a importância em ter paciência no primeiro mês da montagem do aquário.
  • Dar algumas dicas valiosas.
  • Apresentar um dos melhores e-Books do mercado para complementar o aprendizado.

Aquarismo ou aquariofilismo é a “arte” de criar alguma espécie aquática em determinado ambiente. Geralmente nos vem em mente o aquário tradicional de vidro com peixes, no entanto, podemos criar plantas, crustáceos, etc. Além disso, podemos manter essas criaturinhas em tanques ou em diversas outras estruturas “não convencionais”.

Particularmente, sempre fui fascinado por aquários, principalmente os naturais que são feitos no próprio chão de casa. Nesse caso específico, pode dar um pouco mais de trabalho, já que poderá ser necessário a avaliação de um profissional para analisar o ambiente e a estrutura na qual essa “piscina natural” será instalada.

Uma dica valiosa: se você pretende comprar um aquário, utilize-o inicialmente sem os peixes, ou seja, compre o seu aquário, coloque água (pode ser da torneira), adicione cloramina e o mantenha inabitado por 15 dias.

Após esse período, adicione as bactérias (líquida ou em ampolas, que podem ser encontradas nas casas especializadas). Uma observação importante: mantenha a luz do aquário desligada nesse primeiro mês, pois as bactérias irão se replicar com a luz apagada.

No 30º dia (30 dias após a compra do aquário), faça um teste de pH para avaliar os parâmetros. Esse teste pode ser feito com produto químico ou com um aparelho digital, que pode ser facilmente encontrado nas casas especializadas.

Todo esse cuidado é para que o ecossistema possa ser criado de forma gradativa, e para que os seus novos habitantes possam se integrar em um ambiente mais favorável. Após esse período, vá adicionando os peixes aos poucos, ou seja, adicione 1 peixe por semana.

Entre o 2º ou o 3º mês após a aquisição do aquário, este começará a se estabilizar e o seu trabalho de cuidados irá reduzir drasticamente.

De forma muito simples, gostaria de lhe apresentar algumas outras dicas para cuidar bem de um aquário:

  • Temperatura: o ideal é que haja um aquecedor com termostato, que é um aparelho colocado dentro do aquário e que de forma inteligente, irá manter a temperatura da água nas condições ideais (em média 1 watt para cada 1 litro de água). Tenha sempre em mente, que o resfriamento da água é um processo um pouco mais trabalhoso e para isso, evite colocar muitas lâmpadas nesse projeto, além do excesso de bombas e filtros, pois isso poderá acarretar no aumento da temperatura. Caso seja necessário, utilize um chiller, que é um aparelho que resfria a água ou um cooler, que é um pequeno ventilador instalado sobre a superfície.
  • Filtragem: há vários métodos de filtrar a água (química, mecânica, biológica e equipamentos germicidas são alguns exemplos), e isso é crucial, já que ao longo do tempo há o acúmulo natural de resíduos. Sem esse sistema “coletor de lixo”, o ambiente irá se tornar inapropriado para as espécies que vivem ali, então neste ponto, fica um alerta para não exagerar na mão quando for alimentar os bichos, porque as sobras irão contribuir para o acúmulo de resíduos. A troca mensal de aproximadamente 25% do volume de água do aquário, já será uma boa atitude para manter um ambiente limpo, associado a um equipamento conhecido como filtro biológico de fundo.
  • Assoalho: o mais comum é colocar pequenas pedrinhas ou cascalhos no fundo do aquário, porém, saiba que esse item é de suma importância e que vai muito mais além, que uma simples escolha estética para o ambiente do aquário. Não é o objetivo desse artigo, aprofundar muito nas questões mais técnicas (já que iremos disponibilizar no final, um e-Book que aprofundará mais sobre os diversos assuntos do aquarismo), no entanto, vale ressaltar que a escolha do assoalho, irá definir o ecossistema do local e como consequência, as espécies mais adequadas para aquele meio.
  • Substratos: para entender melhor o que é substrato, poderíamos dizer a grosso modo, que são os itens que irão alterar o meio ambiente do seu aquário, portanto o assoalho é um exemplo clássico de substrato, bem como artefatos decorativos. Esses itens irão alterar também as características físico-químicas, com isso, essas escolhas irão afetar diretamente nas espécies que irão habitar o seu aquário.
  • Iluminação: a depender do projeto que você deseja construir, analise quais espécies que você gostaria de criar e tente descobrir qual é o ambiente que elas habitam na natureza. Todo aquário deverá ter uma fonte de luz, entretanto, a intensidade e a potência da luz irá mudar de acordo com cada espécie ou grupos, lembrando que o ideal é criar espécies nativas de um mesmo ambiente ou de ambientes semelhantes.
  • Movimento da água: da mesma forma que na natureza há diversas fontes aquáticas, como rios, lagos, riachos, etc. Devemos saber que seus habitantes são adaptados para este quesito, “espécies de águas paradas ou corredeiras”… Seguido a ideia dos tópicos anteriores, analise qual espécie pretende criar e tente adaptar o seu aquário para ela. Em projetos mais complexos, onde há espécies que gostam de fluxo de águas mais turbulentas como as ondas, poderemos lançar mão dos equipamentos do tipo wave makers, porém de um modo geral, isso não é necessário.

O Vida Útil espera ter lhe ajudado a compreender melhor sobre aquarismo e principalmente: como iniciar a montagem de um aquário.

Para que o conhecimento sobre o aquarismo seja completo, recomendamos a leitura do e-Book, pois não daria para abordar todos os tópicos sobre o assunto.